Compromisso renovado

As professoras e os professores que integram a Chapa 1 estão comprometidos com a permanente melhoria das nossas condições de trabalho e com a defesa intransigente da nossa dignidade profissional.

Pensamos que esses são os fundamentos que devem nortear a atuação do SINPRO-SP. É em torno do respeito à dimensão social da nossa atividade e aos direitos e garantias que construimos ao longo de décadas de persistente disposição de luta que se desenvolve nossa proposta para a próxima gestão do sindicato.

Neste ano de 2018 demos uma bonita e corajosa demonstração de que isso é possível e necessário: contra a obsessão dos donos de escola em acabar com nossas conquistas históricas, ousamos resistir e nos mobilizamos mais uma vez. O resultado foi o que se viu nas escolas, nas ruas, nas praças e em toda a sociedade: professoras e professores  mostraram com altivez seu compromisso com a Educação. Saímos da luta vitoriosos e de cabeça erguida: asseguramos a manutenção integral dos nossos direitos consagrados na Convenção Coletiva, todos eles essenciais para a nossa inserção como agentes de primeira importância na sociedade. 

Foi o Sindicato dos Professores de São Paulo quem conduziu essa luta, ao lado de milhares de companheiros e companheiras com graus diferentes de confronto com os donos de escola. As imagens, os documentos, as narrativas, todas elas dispostas ao lado de um evidente impulso de criatividade que se desenvolveu nos meses de maio e junho, as paralisações das aulas, os apitaços, o apoio dos pais de alunos e dos próprios estudantes, tudo isso girou em torno da entidade que nos representa, apesar da difícil conjuntura política nacional de ataque aberto aos direitos da cidadania, entre eles o princípio da representação dos trabalhadores.

Nessa campanha, o SINPRO-SP esteve – e ainda está – diante de duas frentes de luta. A primeira delas é o conjunto de iniciativas tomadas pelo sistema de poder que se formou no país a partir de 2016 e que levou às mudanças que culminaram com a “reforma” da CLT, cujos objetivos principais foram a flexibilização das garantias trabalhistas e a tentativa de inviabilizar a sustentação financeira e o poder negociador dos Sindicatos. 

A segunda frente diz respeito à postura dos donos de escola que, a exemplo de empresários de outros setores, viram na “reforma” da legislação trabalhista e no ambiente de conservadorismo anti-social que passou a imperar no país, a possibilidade ilimitada de reduzir nossos direitos com o claro objetivo de ampliar suas margens de lucro através da sobre-exploração do trabalho e, ao mesmo tempo, reduzir a força política dos professores nas escolas. Vale a pena lembrar a justificativa apresentada por um representante do sindicato patronal durante as duras negociações deste semestre: ao ser indagado por um diretor do SINPRO-SP sobre o motivo do virulento combate à nossa Convenção Coletiva, o dono de escola foi taxativo: “é preciso acabar com a ditadura dos professores”. Esta é uma sentença que exibe todo o significado da luta que assumimos em nossas próprias mãos, como fizeram outros segmentos da sociedade brasileira: nenhum direito a menos.

O êxito da mobilização organizada pelo Sindicato mostra que nossa categoria entendeu o desafio que todos enfrentávamos e seu papel pode ser avaliado pela maturidade unitária que esse movimento adquiriu. Mas não é só isso: a Convenção Coletiva de Trabalho dos Professores das escolas particulares é um patrimônio coletivo cujo aperfeiçoamento foi sendo construído em mais de duas décadas de estudo e análise das condições em que nossa atividade se desenvolve. Disposições como a garantia semestral do Salários, o pagamento da hora-atividade, o recesso de 30 dias, férias coletivas, bolsas de estudo para filhos e dependentes do professor e diversas outras não são meros acessórios que podem ser tratados pelos patrões como penduricalhos concedidos por sua liberalidade, mas o resultado de lutas históricas como a que travamos neste ano. São conquistas que devem ser aprimoradas e enriquecidas; sua existência não pode sequer ser posta em discussão.

São estes os compromissos fundamentais e renovados da Chapa 1 para a gestão 2018-2022 do SINPRO-SP: assegurar aos professores a defesa de seus direitos em respeito à dignidade de nossa profissão e na medida de sua inserção social na vida do país, chamando para si, como instância de representação, a responsabilidade de mobilizar a categoria de maneira sistemática e organizada para que nossas lutas sejam exercício de democracia e de consciência de classe. Seremos tanto mais fortes quanto mais esses pressupostos integrarem o cotidiano de nossas práticas.

A par da atividade profissional que todos desenvolvemos em diversas escolas de São Paulo, nossa disposição é também colocar a experiência adquirida nesses anos de militância sindical a serviço do respeito ao trabalho que alimenta nosso ideais de educadores. Fazemos isso a partir de uma perspectiva política plural e unitária, aberta a todas as correntes de opinião cujos objetivos atendam à conduta que acreditamos dar mais força à nossa luta.

São 5 os blocos temáticos que a Chapa 1 submete ao escrutínio e à deliberação da nossa categoria para as eleições que se realizarão no período de 22 a 24 de outubro para a escolha da nova diretoria do SINPRO-SP:

  • ação política do Sindicato
  • apoio e assistência à categoria 
  • atividades de formação de professoras e professores 
  • crescimento, estrutura e sustentação do SINPRO-SP
  • plano de lutas

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Chapa 1:

Joaquim José da Silva Xavier, Anita Garibaldi, Bartolomeo Sacco, Leon Trotsky, Hannah Arendt, Catarina Eufêmia, Simone de Bouvoir, Marie Curie, Giuseppe Garibaldi, David Harvey, Violeta Parra, Violeta Valéry…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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